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2012 - O ANO DA PROFECIA MAIA

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sexta-feira, 24 de julho de 2009

Rito de Passagem Cherokee

Você conhece a lenda do rito de passagem da juventude dos índios Cherokees?
O pai leva o filho para a floresta durante o final da tarde, venda-lhe os olhos e deixa-o sozinho.
O filho se senta sozinho no topo de uma montanha toda a noite e não pode remover a venda até os raios do sol brilharem no dia seguinte.
Ele não pode gritar por socorro para ninguém. Se ele passar a noite toda lá, será considerado um homem.
Ele não pode contar a experiência aos outros meninos porque cada um deve tornar-se homem do seu próprio modo, enfrentando o medo do desconhecido.
O menino está naturalmente amedrontado. Ele pode ouvir toda espécie de barulho. Os animais selvagens podem, naturalmente, estar ao redor dele. Talvez alguns humanos possam feri-lo. Os insetos e cobras podem vir picá-lo. Ele pode estar com frio, fome e sede. O vento sopra a grama e a terra sacode os tocos, mas ele se senta estoicamente, nunca removendo a venda.
Segundo os Cherokees, este é o único modo dele se tornar um homem.
Finalmente, após a noite horrível, o sol aparece e a venda é removida. Ele então descobre seu pai sentado na montanha perto dele. Ele estava a noite inteira protegendo seu filho do perigo.
Nós também nunca estamos sozinhos!
Mesmo quando não percebemos, ALGUÉM está olhando para nós, sentado ao nosso lado.
Quando os problemas vêm, tudo que temos a fazer é confiar que ALGUÉM está nos protegendo.
Moral da história:
Evite tirar a sua venda antes do amanhecer. Apenas porque você não vê, não significa que ALGUÉM não esteja lhe vendo.
Nós precisamos caminhar pela nossa fé, não com a nossa visão material.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

A Bengala Mágica


Félix e a esposa Marília eram dois velhinhos muito simpáticos. Apesar de pobrezinhos, eram muito felizes, amigos da Natureza e generosos.
Contentavam-se com o pouco que tinham.
Certo dia, quando estavam sentados à porta de sua casa, avistaram ao longe dois forasteiros que caminhavam vagarosamente. Vinham cansados e muito sujos. Félix levantou-se para os acolher, enquanto Marília foi preparar- lhes de comer. E reparou que um deles se apoiava numa bengala muito engraçada, com duas serpentes gravadas em todo o seu comprimento. As serpentes até pareciam verdadeiras.
- Entrai e repousai, - disse-lhes Félix. A minha esposa já está a preparar-vos alguma coisa para comerdes.
O forasteiro, que trazia uma bengala estranha, pousou-a no chão. Para grande espanto de Félix, a bengala começou a saltar e a avançar até que, por si própria, se encostou à parede. E achou aquilo muito estranho, mas não disse nada.
Puseram-se a conversar e entretanto Marília trouxe o jantar que esteve a improvisar: uma jarra de leite fresco, um naco de pão duro, uvas, mel e requeijão. Era tudo o que tinha! Os forasteiros, que estavam famintos, devoraram a comida com tanta avidez, que Félix e Marília deram conta de que não seria suficiente para lhes matar a fome.
- Que pena ! - disse Marília para o marido. - Se soubesse teria deixado o meu jantar para dar a estes estrangeiros.
- Também eu! - respondeu Félix.
A bengala, que parecia ter escutado a preocupação deles, pôs-se em movimento e começou a tocar nos alimentos que ainda sobejavam sobre a mesa: o jarro de leite tornou-se muito bonito e brilhante, e muito fresco, o mel, as uvas e o requeijão ficaram com um aspecto extraordinário. E, quanto mais os forasteiros comiam e bebiam, mais a comida aumentava e o jarro se enchia de leite.
- É um milagre! - exclamou Félix com os olhos arregalados.
- Sim, é um milagre. - respondeu um dos forasteiros.
- Mas o milagre ainda maior é a vossa generosidade. Vós destes tudo o que tínheis para nos dar de comer. Nós estamos muito agradecidos. Somos dois magos e, a partir de hoje, vamos fazer com que nunca falte a comida em vossa casa, nem leite fresco no vosso jarro. Quem bater à vossa porta poderá receber a vossa amizade, que tão bem nos soubestes dar.
E os dois forasteiros partiram por esse mundo fora. Desde esse dia, Félix e Marília tiveram sempre leite e comida para eles e para quem lhes batia à porta.
Entendeu a moral da estória... Ou quer que eu desenhe?